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http://tede2.uefs.br:8080/handle/tede/2083| Tipo do documento: | Dissertação |
| Título: | Hackeando a colonialidade: corpo-hacker de mulheres negras como espaço de desobediência na comunicação visual |
| Autor: | Mercês, Marcos Welinton Freitas das ![]() |
| Primeiro orientador: | Miranda, Eduardo Oliveira |
| Primeiro coorientador: | Castro Junior, Luis Vitor |
| Primeiro membro da banca: | Mattos, Ivanilde Guedes de |
| Segundo membro da banca: | Sanches, Julio César Alcântara dos Santos |
| Resumo: | Esta pesquisa busca compreender como o corpo-território (Sodré, 2002; Miranda, 2020,) e comporta como um espaço de comunicação visual (Munari, 1979) catalisador da memória continuada de um povo ao desenhar mitos iorubás por meio da performance das artistas negras Rachel Reis e Majur. Nesse sentido, o corpo-território, munido de gestos, cores e vestimentas, evidencia os valores civilizatórios afro-brasileiros (Trindade, 2010). Partindo de uma abordagem qualitativa, investiga-se como as colonialidades (Maldonado-Torres, 2024) presentes na indústria cultural são subvertidas — ou mesmo hackeadas — por essas artistas, que ressignificam narrativas e rompem com a colonialidade do ver (Barriendos, 2019). Assim, a pesquisa propõe a perspectiva conceitual de corpo-hacker, que busca compreender os movimentos de contranarrativas e a desobediência epistêmica dessas artistas. Em consonância com essa perspectiva, adota-se a cartografia sentimental de Suely Rolnik (2017) como metodologia, permitindo que o pesquisador atue como cartógrafo de afetos e selecione as ferramentas necessárias para a travessia do sensível ao real. A dissertação, portanto, revela que a relação entre mito, desenho e corpo-território materializa visualidades afro-diaspóricas que hackeiam a linguagem colonial, promovendo a desobediência epistêmica através do pensamento liminar. |
| Abstract: | This research seeks to understand how the body-territory (Miranda, 2020) functions as a space of visual communication (Munari, 1979), acting as a catalyst for the continuous memory of a people by drawing Yoruba myths through the performances of Black artists Rachel Reis and Majur. In this sense, the body-territory, equipped with gestures, colors, and clothing, highlights Afro-Brazilian civilizational values (Trindade, 2010). Based on a qualitative approach, the research investigates how colonialities (Maldonado-Torres, 2024) present in the cultural industry are subverted — or even hacked — by these artists, who reframe narratives and break with the coloniality of seeing (Barriendos, 2019). Thus, the research proposes the conceptual perspective of the body-hacker, which seeks to understand the movements of counter-narratives and the epistemic disobedience of these artists. In alignment with this perspective, Suely Rolnik's sentimental cartography (2017) is adopted as a methodology, allowing the researcher to act as a cartographer of affects and select the necessary tools for the crossing from the sensitive to the real. The dissertation, therefore, reveals that the relationship between myth, drawing, and body-territory materializes Afro-diasporic visualities that hack colonial language, promoting epistemic disobedience through liminal thinking. |
| Palavras-chave: | Comunicação visual Corpo-hacker Desobediência epistêmica Colonialidade do ver Mitos iorubás Cartografia sentimental Visual communication Body-hacker Epistemic disobedience Coloniality of seeing Yoruba myths Sentimental cartography |
| Área(s) do CNPq: | LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTES |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Instituição: | Universidade Estadual de Feira de Santana |
| Sigla da instituição: | UEFS |
| Departamento: | DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES |
| Programa: | Mestrado Acadêmico em Desenho Cultura e Interatividade |
| Citação: | MERCÊS, Marcos Welinton Freitas das. Hackeando a colonialidade: corpo-hacker de mulheres negras como espaço de desobediência na comunicação visual, 2026, 132 f., Dissertação (mestrado) - Programa de Pós-Graduação em Desenho Cultura e Interatividade, Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana. |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | http://tede2.uefs.br:8080/handle/tede/2083 |
| Data de defesa: | 6-Mar-2026 |
| Aparece nas coleções: | Coleção UEFS Coleção UEFS |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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