@PHDTHESIS{ 2025:1037417818, title = {Vozes da África no português angolano e brasileiro: conexões, semelhanças e construção de um vocabulário digital}, year = {2025}, url = "http://tede2.uefs.br:8080/handle/tede/2007", abstract = "O contato entre as línguas autóctones africanas e o português, resultante da colonização e da escravização, desempenhou um papel importante para a formação das variedades do português brasileiro e angolano e de outras variedades faladas no âmbito dos países africanos de língua oficial portuguesa. Pensando nisso, o problema de pesquisa da presente tese incide na identificação das aproximações, semelhanças entre o léxico de origem africana presente no português falado em Luanda-Angola e aquele falado na comunidade quilombola Mussuca, no estado de Sergipe, no Brasil. Assume-se que o contato linguístico possibilitou a conservação, até os dias atuais, de algumas acepções tradicionais africanas, gerando também semelhanças entre as variedades analisadas. Em ambos os casos, as línguas autóctones africanas tiveram ou ainda têm um papel ativo na formação dessas variedades do português. Contudo, devido à situação de contato, algumas lexias podem ter sofrido mudanças de sentidos, com sentidos diferentes dos tradicionais. A pesquisa apresentou como objetivo geral analisar e comparar as lexias de origem africana presentes na variedade do português falada em Luanda e na variedade do português falado na comunidade Mussuca, a fim de contribuir com os estudos sobre a compreensão das raízes de variedades nãoeuropeias do português. Apresentou ainda os seguintes objetivos específicos: a) catalogar as lexias de bases africanas presentes no português falado na comunidade de Mussuca-SE e Luanda-AO; b) explicar as contribuições do léxico de origem africana na constituição do português brasileiro e angolano; c) comparar lexias de origem africana faladas em Luanda-Angola com o léxico de origem africana falado na comunidade de Mussuca-SE; d) construir um vocabulário digital com as lexias de origem africana encontradas nos corpora (disponível em www.glosafrica.com.br). Para a realização da pesquisa, foram utilizados dois corpora, acervos dos seguintes projetos de pesquisa: “Em busca das raízes do português brasileiro”, constituído em Luanda no ano de 2008 e 2013, e “Caracterização do português popular falado em comunidades rurais afro-brasileiras da Bahia e de Sergipe: documentação de comunidades de práticas afro-brasileiras para o estudo de contatos linguísticos”, gravado na comunidade quilombola Mussuca, no estado de Sergipe. A metodologia foi baseada nas premissas da lexicografia moderna, isto é, foram utilizados corpora e programas computacionais apropriados para o levantamento e posterior apuração dos dados encontrados. Para apuração dos dados, levou-se em consideração as lexias registras nas obras de Castro (2001; 2002), Houaiss, Villar e Franco (2008) e o dicionário de kimbundu-português, de Assis Júnior (1947). Foram encontradas 77 lexias de origem africana nos corpora analisados, mostrando, assim que existem lexias de línguas autóctones africanas presentes no português angolano e brasileiro, mostraram ainda que algumas acepções continuam com os sentidos tradicionais, mas outras mostraram um significado diferente, dependendo do contexto em que são empregadas. Concluiuse que o contato linguístico, especialmente no contexto histórico de colonização europeia no território brasileiro e angolano, desempenhou um papel crucial na formação das variantes do português faladas em Angola e no Brasil.", publisher = {Universidade Estadual de Feira de Santana}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos}, note = {DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES} }