@PHDTHESIS{ 2025:2043151422, title = {A arte de letrar o Kiriri: protagonismo de línguas indígenas no Português do Semiárido Baiano}, year = {2025}, url = "http://tede2.uefs.br:8080/handle/tede/2043", abstract = "As línguas Kipeá e Dzubukuá, da família Kiriri, tronco linguístico Macro-Jê, protagonizaram a catequese de Aldeias do Sertão, séculos XVII e XVIII, por se manterem como a língua ‘oficial’ na ‘arte de doutrinar’, e por terem provocado a mudança na metodologia desse processo catequético, uma vez que a realização dessa missão, na colônia brasileira, acontecia em Língua Geral com base no Tupinambá; também por promoverem os seus registros linguísticos na produção escrita seiscentista e setecentista de línguas não Tupi, como, Arte de Grammatica da Lingua Brazilica da Nação Kiriri (1699) e o Catecismo Kiriri (1698) do padre jesuíta italiano Luiz Vincencio Mamiani; Catecismo da Língua Kariri do capuchinho francês Bernardo de Nantes (1709). Dessa forma, na perspectiva da Linguística Histórica e da história social da língua, buscou-se, nesta pesquisa, fazer um estudo sobre o impacto das Línguas Kiriri, usadas na catequese nas aldeias de Pambu, Canabrava, Natuba e Saco dos Morcegos, e as suas marcas linguísticas na formação do Português Brasileiro, até dias atuais. Quanto ao referencial teórico, a pesquisa apoia-se nos estudos de: Almeida (1997); Mattos e Silva (2004) por apresentar discussões valiosas acerca de investigações ao contexto sócio-histórico em pesquisas na área da linguística que trazem abordagens acerca da investigação de antigos registros escritos para uma análise bibliográfica/documental, com um olhar para todos os sujeitos envolvidos, sem desprezar a reinterpretação dos fatos; D’Angelis (2007); Edelweiss (1958); Ivo (2014); Rodrigues (2012) por trazerem discussões e análises em estudos descritivos sobre línguas indígenas brasileiras; Seabra (2006); Biderman (2001); Isquerdo (2009) que se dedicam aos estudos do léxico e suas representações externas pela ação de nomear, no intuito de compreender costumes e feitos do passado. Nesses estudos, obtivemos 24 achados lexicais que foram classificados da seguinte forma: i) dezesseis topônimos em línguas Kiriri que se encontram registrados em mapas da Bahia, Sergipe e Pernambuco; ii) oito lexias registradas nas obras do Pe. Vicencio Mamiani (1699) e do Fr. Bernardo de Nantes (1709) e que se mantêm vivas no semiárido baiano. Assim, buscamos trazer dados novos para a História Social da Língua e pesquisa em línguas indígenas que se voltem ao tronco linguístico Macro-Jê; como também à historiografia indigenista baiana.", publisher = {Universidade Estadual de Feira de Santana}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos}, note = {DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES} }