@MASTERSTHESIS{ 2026:1218088634, title = {A interferência lexical das línguas timorenses no português falado em Dili: uma análise sociolinguística em relatos de experiência}, year = {2026}, url = "http://tede2.uefs.br:8080/handle/tede/2050", abstract = "Timor Leste é um país multilíngue composto por mais de 16 línguas distribuídas de forma desigual ao longo do país. Trata-se de uma realidade sociolinguística complexa em que há duas línguas oficiais (português e tétum) compartilhando o mesmo território com mais de uma dezena de línguas autóctones. A política linguística local privilegia também o inglês e o bahasa indonésio, que são línguas de trabalho e de contato com outros povos. A educação timorense é feita em português, tétum, bahasa indonésio e inglês o que pode permitir que haja interferências lexicais no processo de aquisição ou aprendizagem do português. O foco principal desta pesquisa é o português, que é influenciado por outras línguas que convivem no mesmo espaço geopolítico. Neste trabalho de pesquisa intitulado “A interferência lexical das línguas timorenses no português falado em Dili: uma análise sociolinguística em relatos de experiência”, pretende-se analisar como o processo de interferência lexical ocorre na fala dos timorenses, especialmente os empréstimos e estrangeirismos lexicais. Especificamente pretende-se (i) identificar as unidades lexicais vindas das línguas autóctones; (ii) descrever o processo da sua integração no português; (iii) explicar a origem desses neologismos lexicais e (iv) refletir sobre a necessidade da criação de um dicionário da variedade timorense de português. Esta pesquisa é de caráter bibliográfico e de campo, uma vez que se baseia na coleta de 20 narrativas de timorenses que vivem na cidade capital-Dili. A distribuição dos informantes será feita da seguinte forma: a) seleção dos informantes por gênero (masculino/feminino) b) por faixa etária (18-29 anos; de 30-59 anos e de 60 ou mais anos), nível de escolaridade (primário, secundário, superior), local de residência (Capital Dili/fora da capital) e língua materna (tétum, português ou outra língua timorense). As narrativas serão gravadas em áudio de 10 a 15 min em que o informante fala livremente sobre “a importância da cultura timorense do passado ao presente (comidas, danças, vestuários e casas sagradas)”. Essas narrativas serão transcritas para análises usando manuais sem uso nenhum de programa para identificação das ocorrências, frequência e modo de ocorrência nas frases. Trata-se de uma pesquisa sociolinguística laboviana que se fundamenta nos estudos sobre a variação linguística (Labov, 2008; Coelho et al. 2015), assim como em estudos sociolinguísticos de Timor Leste de Albuquerque (2010, 2013), Almeida (2008), Costa (2000), Ramos (2008) que contribuem para a compreensão da variabilidade do português falado. O preconceito linguístico (na perspectiva de Bagno, 2002) é uma realidade que precisa de ser combatida porque reduz a autoestima dos alunos. O português timorense existe e precisa de ser descrito com o intuito de se criar um dicionário que possa mostrar essa realidade sociolinguística. O resultado da pesquisa nós já fizemos por meio dos dados das informantes que foram identificadas pela lexicultura como as palavras do português timorense.", publisher = {Universidade Estadual de Feira de Santana}, scholl = {Mestrado Acadêmico em Estudos Linguísticos}, note = {DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES} }