@MASTERSTHESIS{ 2025:1533246194, title = {Análise epidemiológica dos casos de sífilis gestacional e congênita em Feira de Santana/BA, entre 2017 e 2023}, year = {2025}, url = "http://tede2.uefs.br:8080/handle/tede/2070", abstract = "Introdução: A sífilis gestacional (SG) e a sífilis congênita (SC) permanecem agravos relevantes à saúde pública, refletindo desigualdades sociais, fragilidades na atenção pré-natal e falhas na prevenção da transmissão vertical. A análise temporal e espacial desses eventos permite compreender sua dinâmica e identificar áreas prioritárias para intervenção. Objetivo: Analisar a tendência temporal e a distribuição espaço-temporal da sífilis gestacional e congênita no município de Feira de Santana, Bahia, no período de 2017 a 2023. Métodos: Estudo ecológico, descritivo e retrospectivo, baseado em dados secundários do SINAN e SINASC. Foram calculadas taxas de detecção (SG) e incidência (SC), frequências absolutas e relativas, e aplicado o teste qui-quadrado para análise de associações. A tendência temporal foi avaliada pela Variação Percentual Anual (VPA) com IC95%, utilizando regressão segmentada (Joinpoint Regression). A análise espaço-temporal empregou modelo Bayesiano Hierárquico (BYM), no framework INLA, com decomposição dos efeitos temporais, espaciais e de interação espaço-temporal. Resultados: Houve tendência crescente de SG e SC entre 2019 e 2021 (VPA = 23,4%; IC95%: 11,1–35,7 e VPA = 30,1%; IC95%: 14,3–45,7, respectivamente), seguida de decréscimo em 2022–2023. Em 2020, observou-se maior risco temporal de SG (RR = 1,54; IC95%: 1,37–1,73) e SC (RR = 2,07; IC95%: 1,76–2,43), com redução em 2023 (RR = 1,02 e RR = 0,65). A interação espaço-temporal não foi significativa. Os bairros Aviário e Asa Branca apresentaram risco elevado persistente, com hotspots epidemiológicos. Predominaram casos em gestantes adultas jovens, negras, residentes em áreas urbanas, com pré-natal realizado, porém diagnóstico tardio, frequentemente no terceiro trimestre. Conclusão: Observou-se aumento dos casos até 2020, seguido de estabilização, possivelmente influenciado pelo contexto da pandemia de COVID 19. A persistência de áreas de alto risco e a associação com vulnerabilidades sociais evidenciam a necessidade de fortalecimento da vigilância territorializada,da Atenção Primária à Saúde e da educação permanente dos profissionais, visando à captação precoce e ao tratamento oportuno de gestantes e parceiros.", publisher = {Universidade Estadual de Feira de Santana}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva}, note = {DEPARTAMENTO DE SAÚDE} }