@PHDTHESIS{ 2026:483789513, title = {Agir comunicativo de professoras licenciadas pelo PARFOR: reflexões sobre o trabalho com os gêneros orais nos anos iniciais do Ensino Fundamental}, year = {2026}, url = "http://tede2.uefs.br:8080/handle/tede/2113", abstract = "A oralidade, utilizada como fonte de comunicação desde que o ser humano aprendeu a linguagem verbal, é um dos eixos essenciais no ensino de Língua Portuguesa para desenvolver a competência comunicativa dos estudantes. Nesse sentido, a tese discute sobre o trabalho com a oralidade nos anos iniciais do Ensino Fundamental, pela perspectiva do agir comunicativo (Habermas, 2012) de professoras licenciadas pelo Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (PARFOR). Tem como objetivo geral compreender a abordagem das professoras licenciadas pelo PARFOR em relação ao trabalho com os gêneros orais nos anos iniciais do Ensino Fundamental, no contexto de elaboração dos planejamentos de ensino. Para fundamentar a pesquisa, o fio condutor é permeado pelos pressupostos teórico-metodológicos da Teoria do Agir Comunicativo, que se entrelaça com a oralidade no ensino de Língua Portuguesa, no tocante aos gêneros orais, levando em conta fatores sociais, da tradição, do mundo da vida e do mundo sistêmico. No intuito de alcançar os objetivos desta tese, utilizamos, no percurso metodológico, uma pesquisa colaborativa, desenvolvida com base no método de sessões reflexivas, proposto por Ibiapina (2008), tendo como dispositivos: questionários digitais, análise documental de cadernos pedagógicos e entrevistas narrativas. As colaboradoras são três professoras que atuam em escolas municipais do município de Valente/BA. As informações construídas foram analisadas pela perspectiva da hermenêutica crítica habermasiana e organizadas a partir das orientações contidas no quadro de categorias basilares que fundamentam a pesquisa. Os resultados demonstraram que apesar da ausência de conhecimentos teóricos relacionados à oralidade na sua formação acadêmica, as professoras, a partir das sessões reflexivas, passaram a reconhecer que o trabalho com gêneros orais não é apenas meio para chegar a outros conteúdos, mas uma prática intencional, um objeto de ensino que envolve planejamento, escuta, argumentação e avaliação. Passaram a conceber a oralidade como uma prática discursiva situada, superando a lógica puramente instrumental para a construção da racionalidade comunicativa voltada para o entendimento mútuo, integrando nova percepção ao planejamento e ao fazer docente.", publisher = {Universidade Estadual de Feira de Santana}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos}, note = {DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES} }