@MASTERSTHESIS{ 2026:2120875627, title = {Fatores associados à transfusão de concentrado de hemácias em recém-nascidos prétermo de muito baixo peso}, year = {2026}, url = "http://tede2.uefs.br:8080/handle/tede/2145", abstract = "A transfusão de concentrado de hemácias é uma intervenção frequente em recém-nascidos prétermo de muito baixo peso, relacionada à imaturidade hematológica e à maior gravidade clínica desses pacientes. Objetivo: identificar fatores maternos, obstétricos e neonatais associados à transfusão de concentrado de hemácias em recém-nascidos pré-termo de muito baixo peso, incluindo a avaliação de possível associação com a imunoterapia orofaríngea de colostro. Método: estudo observacional retrospectivo exploratório, realizado a partir da análise secundária de dados de 85 duplas mãe-filho previamente coletados em unidade neonatal hospitalar pública. Foram incluídos recém-nascidos pré-termo de muito baixo peso (RNPT-MBP) com peso ao nascer ≤ 1.500 g e idade gestacional < 37 semanas. As características sociodemográficas, maternas e neonatais foram descritas e comparadas segundo a ocorrência de transfusão de concentrado de hemácias nos primeiros 28 dias de vida, sendo estimadas razões de prevalência (RP) na análise bivariada. Para identificação dos fatores independentemente associados ao desfecho, utilizou-se regressão logística binária multivariada, incluindo peso ao nascer (variável contínua), tempo de ventilação mecânica ≥ 7 dias, uso de nutrição parenteral total > 10 dias e imunoterapia orofaríngea de colostro, com ajuste para potenciais fatores de confusão. As análises foram realizadas no software IBM SPSS Statistics, versão 22.0. Resultados: dos 85 recémnascidos avaliados, 30 (35,3%) receberam pelo menos uma transfusão de concentrado de hemácias nos primeiros 28 dias de vida. Na análise bivariada, idade gestacional < 28 semanas (RP = 2,81; IC95%: 1,61–4,91), peso ao nascer < 1.000 g (RP = 2,86; IC95%: 1,57–5,21), ventilação mecânica ≥ 7 dias (RP = 4,51; IC95%: 1,73–11,75), sepse tardia (RP = 1,86; IC95%: 1,05–3,27) e mortalidade (RP = 2,17; IC95%: 1,22–3,84) apresentaram maior prevalência de transfusão. Na análise multivariada, o maior peso ao nascer foi o único fator que permaneceu independentemente associado à menor probabilidade de transfusão (OR ajustada = 0,996 por grama; IC95%: 0,993–0,999; p = 0,017), indicando redução progressiva da probabilidade de transfusão à medida que o peso ao nascer aumenta. O uso prolongado de nutrição parenteral total (> 10 dias) apresentou maior magnitude de associação com o desfecho (OR ajustada = 2,20; IC95%: 0,91–5,32; p = 0,080), embora sem significância estatística após o ajuste. A ventilação mecânica prolongada (≥ 7 dias) (OR ajustada = 3,02; IC95%: 0,69–13,13; p = 0,141) e a imunoterapia orofaríngea de colostro (OR ajustada = 0,77; IC95%: 0,24–2,45; p = 0,658) não apresentaram associação independente com o desfecho. Conclusão: o maior peso ao nascer constituiu o principal fator protetor independente contra a necessidade de transfusão de concentrado de hemácias em recém-nascidos pré-termo de muito baixo peso, enquanto a imunoterapia orofaríngea de colostro não apresentou associação com esse desfecho. Como produto técnico do estudo, foram elaborados uma cartilha educativa e um fluxograma clínico destinados aos profissionais de unidades neonatais, com o objetivo de apoiar a tomada de decisão relacionada à transfusão em recém-nascidos pré-termo de muito baixo peso", publisher = {Universidade Estadual de Feira de Santana}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva}, note = {DEPARTAMENTO DE SAÚDE} }