@MASTERSTHESIS{ 2026:563944489, title = {Nenhuma a menos: a oferta da política de educação infantil em São Gonçalo dos Campos, Bahia (2017-2022)}, year = {2026}, url = "http://tede2.uefs.br:8080/handle/tede/2154", abstract = "Este estudo, resultante de uma pesquisa de mestrado, tematiza a oferta da política de educação infantil no município de São Gonçalo dos Campos, Bahia. A investigação foi impulsionada pela seguinte indagação: de que modo o município ofertou a política de educação infantil no período de 2017 a 2022? Teve como objetivo geral, de caráter descritivo, analisar a oferta dessa política no referido recorte temporal. Como objetivos específicos, buscou-se verificar a existência ou ausência de demandas relacionadas ao direito à política de educação infantil encaminhadas ao Ministério Público, Comarca de São Gonçalo dos Campos, no período de 2017 a 2022; identificar as políticas educacionais formuladas no âmbito municipal para essa etapa da educação básica; e caracterizar a concepção de educação infantil subjacente à oferta local. O percurso metodológico, de natureza exploratório-descritiva, fundamentou-se em estudos bibliográficos e na análise documental, a partir da Análise de Conteúdo, tomando como interlocutores privilegiados a Secretaria Municipal de Educação local e o Ministério Público. A investigação foi organizada em eixos articulados que envolveram a fundamentação teórica sobre Estado e políticas educacionais, a caracterização do município e da oferta local, a análise do ordenamento normativo vigente no período e o levantamento de evidências empíricas relativas à oferta da educação infantil entre 2017 e 2022. O quadro teórico apoiouse em autoras e autores do campo da política de educação infantil, como Araújo e Gomes (2023), Kramer (2006), Monção e Godoy (2021), Nunes (2016), Rehem (2014), Rehem e Faleiros (2013), Rosemberg (1998, 2002, 2003, 2015) e Santos (2017, 2022), cujas contribuições problematizam a trajetória da política para a infância. Na dimensão do Estado, dos direitos sociais, das políticas públicas e da racionalidade neoliberal, a análise mobilizou referenciais como Bobbio (1999, 2004), Brown (2019), Coutinho (2006), Dardot e Laval (2016), Fontes (2006), Gomes (2017), Höfling (2001) e Porto (2009), com foco na capacidade de intervenção do Estado e nas transformações contemporâneas das políticas. Os resultados foram organizados em duas categorias analíticas: condições de oferta da educação infantil em São Gonçalo dos Campos, desdobrada nas subcategorias “acesso, cobertura e demanda”, “infraestrutura e recursos”, “formação e gestão de pessoal”, “organização e gestão pedagógica” e “impactos da pandemia”; e atuação do Ministério Público diante da educação infantil, com ênfase na ausência de demandas registradas. Os achados evidenciam a inexistência de registros de demandas relacionadas à educação infantil no Ministério Público no período de 2017 a 2022, revelando fragilidades na visibilidade dessas demandas e na mediação institucional das possíveis violações de direitos. No âmbito municipal, constatou-se que, embora tenham ocorrido esforços de ampliação da oferta, persistem desafios relacionados ao acesso, infraestrutura, formação e gestão, agravados pelos impactos da pandemia. Quanto à concepção de educação infantil, observou-se influência da tendência não formal, coexistindo com traços neoconservadores expressos na centralidade da BNCC e em referências religiosas, indicando a orientação da racionalidade neoliberal na organização da política educacional.", publisher = {Universidade Estadual de Feira de Santana}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em Educação}, note = {DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO} }